sábado, 20 de agosto de 2011

CALVINO: A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO POLÍTICO EM GENEBRA - PARTE 3

Ver parte 1: http://pensamentoehistoria.blogspot.com/2011/06/calvino-influencia-do-pensamento.html

Ver parte 2: http://pensamentoehistoria.blogspot.com/2011/08/calvino-influencia-do-pensamento.html

Devemos ressaltar o quanto foi importante para a consolidação de sua doutrina esse período de lutas e passagens por essas regiões. Conforme mencionado anteriormente, passamos a notar o amadurecimento de sua doutrina, como também algumas mudanças e até certos radicalismos que no início não existiam. Mudanças essas fundamentais para entendermos o fortalecimento da reforma em Genebra e como aconteceu em tempos e fases das quais começamos a falar. Vale ressaltar ainda que devido à ortodoxia pregada por Calvino agora nesse segundo retorno a Genebra, deixa de ser menos tolerante e evidencia muito mais seus valores doutrinais. Encontraremos exemplos como as sentenças que ficaram conhecidas de expulsão daqueles que se levantaram contra a doutrina, sendo classificados como hereges. O espanhol Miguel Servet[1] é um exemplo de como eram tratados esses que se levantassem contra a doutrina. O espanhol tinha se tornado conhecido por suas críticas tanto ao catolicismo, como também aos reformadores. Genebra vendo o incômodo causado por ele, e que somado à necessidade de mostrar certo rigor em julgá-lo, tem a sentença de morte decretada pelos magistrados e com o apoio de Calvino que embora sugerisse um suplício menos cruel. As vontades de puní-lo somaram não só pela justificativa de como eram vistas suas indagações como sendo heréticas, mas a de dar fim a outra doutrina que se iniciava, tendo o espanhol como grande disseminador da mesma.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CRUZADAS - PARTE 2 - FINAL


No início de 1095 Aleixo I Comneno, imperador bizantino, envia uma embaixada ao papa Urbano II, para lhe pedir ajuda. Na primavera do mesmo ano o papa inicia a sua viagem à França e em 18 de novembro ocorre a abertura do Concílio de Clermont no qual lança o seu apelo à Cruzada.
Em abril do ano seguinte deu-se a partida da Cruzada popular dirigida por Godfroi de Boullion, Pedro, o Eremita, e Gautier Sans Avoir dentre outros.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

CALVINO: A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO POLÍTICO EM GENEBRA - PARTE 2

(Ver parte 1:  http://pensamentoehistoria.blogspot.com/2011/06/calvino-influencia-do-pensamento.html )

Após passagem não muito boa pelo reino da França, Calvino parte a caminho de Strasburgo, mas por causa das guerras resolve passar antes em Genebra. Ao chegar visualiza o triunfo de Farel com a reforma e ver a necessidade de consolidá-la. Sendo informado da presença do autor das “Institutas Cristãs” na cidade, insiste para Calvino ficar, isso em Agosto de 1536. Podemos dizer que surge o início do contato do pensamento de Calvino com a cidade que já havia toda uma vontade e ligação com a reforma protestante, o que para Calvino inicia um espaço para a montagem de idéias de resistência e formação do protestantismo calvinista, ou como ele dizia, consolidação da “verdadeira fé Cristã”.

sábado, 16 de julho de 2011

OS TEMPLÁRIOS - PARTE 3 - FINAL

DECLÍNIO E QUEDA
A motivação original de Huge de Payns sustentou a Ordem dos Templários por um breve período, visto que uma profunda mudança interna ocorreu devido ao inesperado e esmagador sucesso da Ordem, pelo impulso ganho através dos privilégios papais e por ela ter se transformado num tipo diferente de ordem daquela idealizada por seus fundadores.
Guilherme de Tiro reconhecia a Ordem tal qual havia sido concebida, mas não como se tornara depois. Assim, dada a drástica mudança no caráter dos templários, foi lançada uma forte e regular crítica contra eles. Segundo escreveu Edward J. Martin: “Nenhuma sociedade de homens poderia ter mantido tantos privilégios sem cair na impopularidade.”

sexta-feira, 3 de junho de 2011

OS TEMPLÁRIOS - PARTE 2

ATUAÇÃO EM BATALHA


A tática de batalha do século XII baseava-se num ataque preliminar de cavaleiros armados com lanças. O cavaleiro segurava as rédeas e o escudo na mão esquerda e a lança na mão direita, que ficava rígida sob o braço, podendo ser lançada com um dardo. O ataque era feito na velocidade máxima do cavalo. Caso a lança fosse perdida ou quebrada, o cavaleiro deveria continuar a lutar sem ela, usando somente a espada. Contudo, o ataque era isolado e não controlado com precisão.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

CALVINO: A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO POLÍTICO EM GENEBRA - PARTE 1

João Calvino considerado por muitos como o segundo patriarca da reforma protestante, que teve como base da sua doutrina os argumentos expostos por Martinho Lutero, e como conseqüência disso, a formação de mais uma vertente da reforma em meados do século XVI, que fortaleceu e polemizou a doutrina reformada.  Licenciado em direito e conhecedor do latim, faculdades que serão muito úteis em Genebra para toda sua argumentação e influência política, Calvino estruturará uma forte corrente protestante que em algumas regiões como Genebra, como será abordado aqui neste trabalho, ganhará formas solidificando e assumindo toda a doutrina protestante proposta a ele, e apesar de alguns como o humanista e bispo de Carpentras[1] acreditar que Genebra voltaria para as doutrinas católicas, será Calvino a responder por Genebra qual doutrina a ser seguida, a protestante, fato que ganha forças devido a já insatisfação dos príncipes da região com o catolicismo romano.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CRUZADAS - PARTE 1

A HISTÓRIA DAS CRUZADAS

As Cruzadas são tradicionalmente definidas como expedições de caráter "militar" organizadas pela Igreja, para combaterem os inimigos do cristianismo e libertarem a Terra Santa (Jerusalém) das mãos desses infiéis. O movimento estendeu-se desde os fins do século XI até meados do século XIII. O termo Cruzadas passou a designá-lo em virtude de seus adeptos (os chamados soldados de Cristo) serem identificados pelo símbolo da cruz bordado em suas vestes. A cruz simbolizava o contrato estabelecido entre o indivíduo e Deus. Era o testemunho visível e público de engajamento individual e particular na empreitada divina.
Partindo desse princípio, as peregrinações em direção a Jerusalém, assim como as lutas travadas contra os muçulmanos na Península Ibérica e contra os hereges em toda a Europa Ocidental, foram justificadas e legitimadas pela Igreja, através do conceito de Guerra Santa - a guerra divinamente autorizada para combater os infiéis.