A
partir de Calvino, outros chamados calvinistas vão surgir cada vez mais
fortalecendo essa doutrina, nomes como Ponet e Goodman darão respostas e
definindo a postura mediante a tirania das autoridades. John Knox, outro
teólogo reformado e bem radical, acrescenta alguns argumentos na teoria de
resistência, como por exemplo, a questão do estrangeiro jamais ser escolhido
pelos irmãos para ser uma autoridade. Nota-se a preocupação em manter a
resistência colocada como sendo as leis de Deus e a verdadeira fé sendo a dos
calvinistas, fator determinante na identidade e que como conseqüência forma no
coletivo das pessoas o direito de resistir fundamental.
Permito-me
registrar aqui os conflitos que isso gerou nas regiões em que a resistência
calvinista era levantada. Somando a corrente luterana, a resistência da reforma
causará um conflito religioso dividindo e definindo cada vez mais essas duas
correntes cristãs: católicos e protestantes. Skinner nos lembra da revolução
huguenote[1] na
França. Outro exemplo mais radical seria os puritanos ou calvinistas da Holanda
e Inglaterra que partirão para o combate em defesa da verdadeira fé na ótica
deles.

