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terça-feira, 4 de outubro de 2011

CALVINO: A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO POLÍTICO EM GENEBRA - PARTE 4 - FINAL



A partir de Calvino, outros chamados calvinistas vão surgir cada vez mais fortalecendo essa doutrina, nomes como Ponet e Goodman darão respostas e definindo a postura mediante a tirania das autoridades. John Knox, outro teólogo reformado e bem radical, acrescenta alguns argumentos na teoria de resistência, como por exemplo, a questão do estrangeiro jamais ser escolhido pelos irmãos para ser uma autoridade. Nota-se a preocupação em manter a resistência colocada como sendo as leis de Deus e a verdadeira fé sendo a dos calvinistas, fator determinante na identidade e que como conseqüência forma no coletivo das pessoas o direito de resistir fundamental.
Permito-me registrar aqui os conflitos que isso gerou nas regiões em que a resistência calvinista era levantada. Somando a corrente luterana, a resistência da reforma causará um conflito religioso dividindo e definindo cada vez mais essas duas correntes cristãs: católicos e protestantes. Skinner nos lembra da revolução huguenote[1] na França. Outro exemplo mais radical seria os puritanos ou calvinistas da Holanda e Inglaterra que partirão para o combate em defesa da verdadeira fé na ótica deles.

sábado, 20 de agosto de 2011

CALVINO: A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO POLÍTICO EM GENEBRA - PARTE 3

Ver parte 1: http://pensamentoehistoria.blogspot.com/2011/06/calvino-influencia-do-pensamento.html

Ver parte 2: http://pensamentoehistoria.blogspot.com/2011/08/calvino-influencia-do-pensamento.html

Devemos ressaltar o quanto foi importante para a consolidação de sua doutrina esse período de lutas e passagens por essas regiões. Conforme mencionado anteriormente, passamos a notar o amadurecimento de sua doutrina, como também algumas mudanças e até certos radicalismos que no início não existiam. Mudanças essas fundamentais para entendermos o fortalecimento da reforma em Genebra e como aconteceu em tempos e fases das quais começamos a falar. Vale ressaltar ainda que devido à ortodoxia pregada por Calvino agora nesse segundo retorno a Genebra, deixa de ser menos tolerante e evidencia muito mais seus valores doutrinais. Encontraremos exemplos como as sentenças que ficaram conhecidas de expulsão daqueles que se levantaram contra a doutrina, sendo classificados como hereges. O espanhol Miguel Servet[1] é um exemplo de como eram tratados esses que se levantassem contra a doutrina. O espanhol tinha se tornado conhecido por suas críticas tanto ao catolicismo, como também aos reformadores. Genebra vendo o incômodo causado por ele, e que somado à necessidade de mostrar certo rigor em julgá-lo, tem a sentença de morte decretada pelos magistrados e com o apoio de Calvino que embora sugerisse um suplício menos cruel. As vontades de puní-lo somaram não só pela justificativa de como eram vistas suas indagações como sendo heréticas, mas a de dar fim a outra doutrina que se iniciava, tendo o espanhol como grande disseminador da mesma.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

CALVINO: A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO POLÍTICO EM GENEBRA - PARTE 2

(Ver parte 1:  http://pensamentoehistoria.blogspot.com/2011/06/calvino-influencia-do-pensamento.html )

Após passagem não muito boa pelo reino da França, Calvino parte a caminho de Strasburgo, mas por causa das guerras resolve passar antes em Genebra. Ao chegar visualiza o triunfo de Farel com a reforma e ver a necessidade de consolidá-la. Sendo informado da presença do autor das “Institutas Cristãs” na cidade, insiste para Calvino ficar, isso em Agosto de 1536. Podemos dizer que surge o início do contato do pensamento de Calvino com a cidade que já havia toda uma vontade e ligação com a reforma protestante, o que para Calvino inicia um espaço para a montagem de idéias de resistência e formação do protestantismo calvinista, ou como ele dizia, consolidação da “verdadeira fé Cristã”.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

CALVINO: A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO POLÍTICO EM GENEBRA - PARTE 1

João Calvino considerado por muitos como o segundo patriarca da reforma protestante, que teve como base da sua doutrina os argumentos expostos por Martinho Lutero, e como conseqüência disso, a formação de mais uma vertente da reforma em meados do século XVI, que fortaleceu e polemizou a doutrina reformada.  Licenciado em direito e conhecedor do latim, faculdades que serão muito úteis em Genebra para toda sua argumentação e influência política, Calvino estruturará uma forte corrente protestante que em algumas regiões como Genebra, como será abordado aqui neste trabalho, ganhará formas solidificando e assumindo toda a doutrina protestante proposta a ele, e apesar de alguns como o humanista e bispo de Carpentras[1] acreditar que Genebra voltaria para as doutrinas católicas, será Calvino a responder por Genebra qual doutrina a ser seguida, a protestante, fato que ganha forças devido a já insatisfação dos príncipes da região com o catolicismo romano.